10 setembro, 2012

Resenha: "O Morro dos Ventos Uivantes" - Emily Brontë

 Peço MILHÕES de desculpas à meus leitores por ter demorado tanto tempo a terminar esse maldito bendito livro! Foram semanas difíceis as passadas, mas finalmente eu consegui e vou expor-lhe minha opinião a respeito desse clássico, que por toda sua repercussão ao longo de seu mais de século e meio de existência, deixou-me completamente decepcionada.

Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Autora: Emily Brontë
Páginas: 311
Editora: Abril Cultural
Ano (da edição): 1982
ISBN: 8533204493
Categoria: Romance Inglês
Classificação: ***

Sinopse: O morro dos ventos uivantes, o pai de todos os romances góticos, é daqueles clássicos que ficam na memória tanto pela história de amor exagerado, grande demais, que não diminui em nada com o passar dos anos, como pela sequência quase inacreditável de infortúnios que acontece aos amantes:
-Heathdiff: o menino misterioso e sombrio, selvagem e inculto que foi trazido para casa não se sabe de onde;
-Catarina: a garota geniosa e muita bela que usa de seu charme para seduzir todos com quem convive;
-Linton: o filho da família vizinha, refinado e bem-educado, que aos poucos de envolve com os moradores da propriedade isolada nas charnecas do norte da Inglaterra.
 Entre mesquinharias, humores, covardia, traições e crueldade - muitas crueldades nas relações que têm entre si - as duas familías entrelaçam seus destinos de maneira duradoura e misteriosa, surpreendendo os leitores com o que fazem uns aos outros por amor é ódio. 

Sobre a autora: Emily Brontë nasceu em Thornton, Yorkshire, Inglaterra, em 30 de julho de 1818, e morreu a 19 de dezembro de 1848 em Haworth. [...] O Morro dos Ventos Uivantes é a mais vigorosa. Focaliza a vida como um todo, e a morte não é fim nem começo: é uma metamorfose, uma libertação da essência humana, ideia que Emily também expressou em muitas de suas poesias. O romance (o único que escreveu) fez de Emily Brontë uma das maiores escritoras da literatura inglesa.

Resenha

 Desde que li a saga Crepúsculos, no tempo em que a literatura amadora de Stephenie Meyer ainda era válida para mim, tive vontade de conhecer o livro que ela fez referência e que depois vim a saber que ainda é considerado uma joia da literatura inglesa/mundial. E o que devo dizer a respeito disso? COMPLETA ENGANAÇÃO. Mas é válido lembrar que essa opinião é pura e simplesmente minha, e que se tanta gente gostou você não deve desistir de ler. Não recomendarei sua leitura, mas também não digo que deve deixar a ideia, pois acredito que todo livro tem algo a nos oferecer, mesmo que isso tenda para o lado ruim...
 A estória começa com a visita do Sr. Loockwood ao proprietário da Thrushcross Grange, mansão em que se encontrava como locatário. Do próprio Lockwood não se tem muitos detalhes no decorrer do livro, embora ele seja boa parte do tempo narrador, ou quem narrava os fatos que lhe foram narrados por Nelly, a governanta de sua casa. Então, voltemos ao que interessa. O proprietário é Heathcliff, um homem estranhamente misterioso, que vive em sua mansão denominada O Morro dos Ventos Uivantes.
 Após ficar preso com a estranha família de Heathcliff no Morro por causa de uma nevasca, Lockwood passa a noite num quarto antigo e têm várias visões que despertam seu interesse pelo lugar e pelos seus habitantes. Quando volta para a Granja (como era chamada a Thrushcros Grange),  descobre que a governanta Nelly passou toda sua vida entre as duas mansões e pede que lhe conte toda a história que os envolve.
 E tudo começa praticamente, quando o Sr. Earnshaw, dono da Ventos Uivantes, volta de uma viagem e traz consigo um menino que encontrou abandonado, o próprio Heathcliff. Rejeitado por todos, principalmente pelo herdeiro da mansão, Hindley, ele faz apenas uma amizade, que tornar-se-á um amor sem limites. A filha de Earnshaw, Catarina, uma menina que embora linda era mimada e maluca aprontadora. Os dois viviam correndo pelo pântano e voltavam feito porcos, mas gostavam daquela vida, e essa parte do livro eu gostei também. Mas aí tudo muda, quando Catarina conhece a família Linton, os donos da Granja e precisa passar um tempo por lá. Ela volta muito mudada, como uma princesinha ainda mais mimada e maluca
 Nisso muita coisa louca acontece, uma conversa escutada pela metade resulta na fuga de Heathcliff e Catarina acaba se casando com Edgar Linton. Mas aí o antes menino rejeitado e maldoso volta um homem forte e vigoroso, além de muitíssimo rico. E assim tudo vai por água abaixo, a história cai totalmente do meu interesse. Embora Edgar fosse o exemplo de marido Catarina não lhe dava o devido valor, pelo menos foi o que eu achei. 
 A história tem muitos desenrolares, portanto, acho que vale eu contar um pouquinho mais de detalhes... 
 Com tanta confusão na mente Catarina fica realmente louca e ela morre ao dar à luz à sua filha com Linton, que herdou o nome da mãe. A irmã de Edgar se casa com Heathcliff, depois foge grávida. Aí a história toma outros rumos, sendo que Heatchliff fará de tudo para acabar com a vida de Edgar e sua família, usando seu próprio filho que retornará para se aproximar da nova Catarina. Aí sucederá a história dos primos Catarina, Hareton (filho de Hindley), e Linton (filho de Heathcliff).
 Então, depois de um resumão sobre a história, que é realmente MUITO bagunçada, digo que gostei da parte em que se referia à infância dos personagens. As duas Catarinas tiveram acontecimentos distintos nessas épocas, mas todos muito emocionantes. Mas, quando as duas crescem há um total declive, sendo que a leitura fica muito cansativa, chata e saturada. 
 O final até que não foi ruim, mas de maneira alguma atende às expectativas deixadas ao ler o resumo introdutório, onde se fala mais sobre a autora, o qual coloquei justamente na parte que deixo reservado para os autores nas resenhas. Se não prestou atenção volte à parte "Sobre a autora", pois digo-lhe que aquela questão é a mínima da mínima da mínima da mínima expressão encontrada em todo o livro, donde apenas nas últimas páginas se vê algo parecido, juntamente com a parte em que Lockwook está tendo visões n'O Morro dos Ventos Uivantes. A história abrange mais a questão de um amor desenfreado, a ponto de ser COMPLETAMENTE absurdo, e isso faz com que os personagens fiquem, quando não completamente, em partes loucos. 
 Acho que deveria ler esse livro, pois ele é bem diferente do que vemos ultimamente. Sua linguagem é diferente, apesar de ser de fácil entendimento. Talvez mais pessoas tenham gostado dele, pois 4 estrelas não é uma classificação ruim no Skoob, mas eu não gostei. Teria dado menos se não fosse a infância das personagens, e mais, se a autora não tivesse carregado tanto a leitura com coisas absurdas. E, vejam, eu sou fã de suspense e terror, já li livros maravilhosos que falavam de loucura, mas depende de uma série de fatores, e estes eu já expressei nessa resenha. Concluo, portanto, que O Morro dos Ventos Uivantes não é tudo aquilo que dizem, que realmente não entendi a citação de Stephenie Meyer, pois nada tem a ver. Nem a história dos Colling chegou a ser em certos momentos tão repulsiva quanto à dos Linton, Heathcliff e Earnshaw.

Trechos

 Minhas grandes infelicidades nesse mundo têm sido as infelicidades de Heatchliff. Aguardei-as e senti-as todas desde sua origem. É ele a minha grande razão de viver. Se tudo perecesse, mas ele ficasse, eu continuaria a existir. Página 80.

 Era a criatura mais sedutora que jamais apareceu como um raio de sol para uma casa desolada. Seu rosto era realmente belo, com os formosos olhos negros dos Earnshaw, mas a tez clara, os traços delicados, os cabelos dourados e cacheados dos Linton. Página 177

  O clarão avermelhado do fogo iluminava suas duas belas cabeças e mostrava seus rostos animados dum ardente interesse pueril, porque, embora tivesse ele 23 anos e ela dezoito, ambos tinham tantas sensações a descobrir, tantas novidades a aprender, que nenhum deles manifestava ou experimentava os sentimentos de maturidade sisuda e desencantada. Páginas 297 e 298.

Obs.: os trechos selecionados foram os que me fizeram por algumas vezes gostar da leitura, 
portanto, eram mais leves que as demais partes. 

E essa foi a minha resenha sobre O Morro dos Ventos Uivantes!
Não espero que gostem, pois eu não gostei do livro,
mas que pelo menos apreciem meu texto se for possível rsrs.
De todo modo, agradeço a sua atenção!
Grande abraço e
até a próxima!
:D

15 comentários:

  1. Eu tenho vontade de ler pela mesma razão que você, desde que li crepúsculo, porem não tenho muitas esperanças com relação a esse, eu adoro clássicos, mas não acho que vá amar esse livro.

    Seguindo *--*
    Beijos,
    pepperlipstick.blogspot.com.br

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    1. Pode ser que sim e pode ser que não Biia. Tem muita gente que gostou, foi só a minha opinião, às vezes você gosta do contexto!
      :)

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  2. eu ri na parte "literatura amadora" da Steph hahaha! e concordo muito, confesso!

    bom, eu li MDVU antes de virar essa febre por conta de Crepusculo, e me lembro que gostei bastante. é um livro confuso sim, cheio de idas e vindas... um tanto sombrio.. um clássico.
    já vi muita gente dizendo que não gostou, e até entendo.. é um livro complicado mesmo!

    beijos -
    Rascunhos e Borrões

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    1. Eu não achei ele sombrio, mas pesadelo. É cheio de loucura e amores tão complicados que sejam absurdos. Eu gosto de literatura num estilo parecido que eu gostei, mas a Emily colocou num contexto carregado demais, prolongava as cenas de agonia e maluquice dos personagens deixando chato e repetitivo.
      E eu alimentei muitas expectativas com a sinopse, em relação ao sobrenatural, que no fim só não passa de meros boatos que não convencem muito bem.
      Eu faço parte, portanto, do grupo que não gostou desse livro rsrs. Mas respeito que gostou. :)

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  3. OLá!! confesso que também li após o crepúsculo
    livro cheio de personagens fortes..
    Amei o livro.

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    1. Eu já achei os personagens doidos kkkk. Gostava da infância deles, mas quando eles cresceram se tornaram pessoas muito estranhas...

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  4. eu tb fiquei com vontade ler o livro depois q eu li crepusculo, e eu até consegui ele em uma troca no skoob.
    mas ainda nao tive a oportunidade de ler

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    1. Leia sim, e vá até o final. Eu lutei para terminá-lo, embora não tenha gostado. Mas cada um tem sua própria opinião, então quem sabe você não tem uma que difere da minha?
      :)

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  5. Eita, muita movimentação nessa estória hein? E isso que torna um livro tão bom, vou dar uma pesquisada também hehe

    Abçrç'z \o

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    1. Eu também gosto de história movimentadas, mas no caso de O Morro dos Ventos Uivantes, ela pendeu para um lado que não me agradou... Mas leia!
      :)

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  6. É um dos clássicos que eu mais tenho vontade de ler!
    Assim que possível eu vou tentar compra-lo ou pegar emprestado com a minha prima, já que é um dos livros favoritos dela.
    Uma pena você não ter gostado, né Gih!

    Um beijo

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  7. Quero muito ler esse livro,vai ser o próximo que vou comprar \o eu já sou apaixonada pelo filme *.*

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  8. Depois dessa resenha desanimei de ler o livro , mais ainda acho que vou dar uma chance para ele , por como você disse todo livro seja ele bom ou ruim tem algo para nos oferecer !

    euvivolendo.blogspot.com ( retribui o comentário ? )

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